Todo mundo adora uma história. Cinema, seriados, novelas, e também os games, é claro. Aqui, praticamente todos os dias nós jogamos algum game, cada um com seu personagem preferido. Sem falar nas séries, sempre ficamos ansiosos para ver o próximo episódio. Novela também: em cada capítulo, torcemos por nossos protagonistas preferidos. Acho que já deu pra perceber que, para que uma trama fique interessante, é preciso de um personagem de personalidade forte, certo? Afinal de contas, faz parte da natureza humana se identificar, simpatizar, ou até mesmo antipatizar com alguém ou algo que tenha personalidade.

O engraçado é que essa idéia de personalidade, de uma cara com a qual se identificar, extrapola o meio do entretenimento, onde é mais comum. O usual, quando falamos de marketing, para representar um produto ou serviço, é usar o design como ferramenta para desenvolver uma identidade visual, uma maneira de dar uma “cara” para um negócio. E com certeza, uma identidade visual é muito importante, pois além de agregar valor e diferenciar, é o primeiro passo para se aproximar de um público-alvo. É assim que uma empresa começa a mostrar quem é, e para quê veio ao mercado. Mas em alguns casos, a ideia, produto ou serviço que uma empresa vende, tem tanta personalidade, que podia até virar gente. Ou bicho. Ou qualquer outra coisa viva. É aí que a gente começa a falar sobre mascotes: são eles que materializam a personalidade de uma ideia ou conceito, e dão para os consumidores uma cara para olhar, pra dizer oi, pra interagir.

Como eles nascem?

Definitivamente, o nascimento de um mascote não é algo que dá pra assistir e aprender no canal do National Geographic. Essa é uma espécie misteriosa, porque cada um tem seu próprio habitat, e aparecem das mais diferentes formas. Mas para você entender melhor como surge um mascote, achamos interessante compartilhar com você como surgiu o Remo, nosso amigo lobo.

Qual é a minha cara?

Antes de tudo, nós sentamos e nos perguntamos: qual é a nossa cara? Qual é a cara que queremos ter? Nós somos sérios? Divertidos? Doidos? Estranhos? Genéricos? Decidimos que a Favolla tinha que ter uma cara simpática, amiga e divertida. Seriedade e generalizações não costumam combinar bem com mascotes, afinal de contas, quanto mais diferente ele for, melhor. Uma frase que resume esse pensamento: o casual é conhecido, o estranho é reconhecido.

A origem

Além da personalidade, ter referência é importante. Quando os mascotes nascem, costumam ser moldados pelo habitat em que se encontram. Ou seja, se um mascote possui características que fazem referência direta ao conceito ou ideia daquilo que representam, com certeza essa ideia ou conceito serão lembrados mais facilmente, e vice-versa.

Como a Favolla tem como base a paixão por histórias, e o próprio nome da agência vem do termo favola, que em italiano, significa fábula, nada mais natural do que o nosso mascote fazer referência a isso. Foi aí que paramos para pensar: existe algum personagem que faça parte de fábulas, histórias, lendas, e seja popular? Existem vários. Mas o mais legal seria fazer referência a algum que não fosse o estereótipo de um ser bonzinho e amigo, afinal de contas, quanto mais estranho e diferente, melhor para se lembrar. Então estava decidido: nosso mascote seria um vilão bem bacana: o famoso e temido Lobo, ou Lobo Mau, como alguns conhecem. Só que ao contrário. Um lobo com dentes afiados, nariz grande, olhos grandes, boca grande, mas só pra fazer careta.

Pra ser mais original ainda, decidimos que o nosso lobo seria diferente do que nós costumamos ver por aí. Geralmente o lobo casual tem olhos claros, pelos brancos e pretos, e vive nos lugares mais ermos, como florestas escuras ou na neve. Que tal dar um toque sul-americano? Afinal de contas, nosso “Lobo Guará” é bem simpático, e tem cores bem bonitas. Pronto: fizemos um cruzamento de espécies, e nasceu nosso lobo bacana e com uma origem mais brasileira!

O lobo convencional, à esquerda, e o lobo guará, à direita.

Nasceu! E o nome?

Nem sempre os mascotes costumam ter um nome, mas nós achamos que é sempre bom ter. Um nome para um mascote é como se fosse a prova de que ele tem identidade própria, vida própria.

Estátua que simboliza a história de Rômulo e Remo.

Pensamos um bocado, e lembramos da lenda da criação de Roma, sobre os irmãos Rômulo e Remo, que foram criados por uma loba. Pimba: dois nomes na cabeça. Rômulo, apesar de ser do criador de Roma, é um nome forte e não combinaria com o mascote. Já Remo, é bem mais simpático e tem uma sonoridade e pronúncia mais fácil. Pronto. Coloca aí documento: nosso lobo chama Remo!

O RG do Remo.

O RG do Remo.

Palavras Finais

É claro que existem mil maneiras de criar um mascote, cada uma particular à situação e ao que ele irá representar. Mas o ideal é sempre buscar significado, originalidade e personalidade, para ter mais chances desse mascote conquistar as pessoas que você busca. Existem também outras vantagens práticas em ter um mascote, mas isso já é assunto para um próximo post. Até breve!

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